Zombie Walk passa pela Savassi no dia de Finados
quarta-feira, 31 de outubro de 2012Uma horda de zumbis invade a cidade de Belo Horizonte, concentra-se na Praça Sete, centro da capital, e marcha, vagarosamente, pelas ruas da cidade até chegarem à Praça da Savassi.
Pedro Luiz Magalhães, 23 anos, é um dos organizadores da caminhada zumbi que surgiu em 2007, ano em que cerca de 300 pessoas fantasiadas se reuniram para participar da mobilização. “A gente topou fazer o primeiro evento às cegas e se tratando de uma cidade como Belo Horizonte, que não leva a sério movimentos alternativos, 300 pessoas nos deixou bastante satisfeitos”, relembra.
Das últimas edições para cá, o “contágio” do movimento só aumentou. Na última edição, no ano passado, cerca de mil mortos-vivos de todas as idades se reuniram na Praça Sete para se divertirem na caminhada.
Bem produzidos, os participantes interagem com os transeuntes pelo caminho e chamam a atenção até mesmo dos mais temerosos. “As pessoas se produzem com bastante cuidado, usam base, sombra, maquiagem azul para parecer hematomas”, explica o organizador, que aponta as produções dos participantes como o principal motivo da caminhada acontecer durante o dia.
Para participar da caminhada não precisa estar fantasiado, mas, segundo Pedro, a “zumbificação” é contagiante. “Tem gente que sente vergonha de andar no ônibus fantasiado, tem medo da mãe achar estranho, mas quando chega lá acompanhado de alguém que foi fantasiado e acaba querendo se fantasiar”, garante Pedro que leva seis litros de sangue comestível para maquiar o pessoal na concentração, que começa a partir das 14h.
Saindo às 17h da Praça Sete, o trajeto percorrido pela Zombie Walk passa pela avenida Afonso Pena, sobe a João Pinheiro até a Praça na Liberdade e termina na Praça da Savassi, seguindo pela Avenida Cristóvão Colombo. Em média, são duas horas de caminhada.
Para conter os zumbis mais entusiasmados e manter a ordem, a organização criou o que chamaram de manual de conduta do zumbi. Entre as recomendações: manter o percurso intacto, sem sujeiras e depredações, respeitar as leis de trânsito e preferencialmente seguir o roteiro de um apocalipse zumbi. “A gente grita pros participantes que zumbi não corre, zumbi rasteja”, conta Pedro.
Gratuito e aberto para todos os públicos, o evento é estritamente cultural, sem seguir nenhuma pretensão política.
Fonte: Na Savassi
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