Metrô Savassi/Belvedere Estudo da BHTrans aponta que sim
quinta-feira, 1 de novembro de 2012Um estudo encomendado pela BHTrans avaliou: qual a melhor forma de transporte entre a Savassi e o Belvedere? A resposta foi: metrô.
A avaliação, realizada pela empresa belo-horizontina Planum, durou dois anos e estudou as possibilidades de transporte público no chamado “vetor-sul”, que realiza a ligação da região do Belvedere ao Centro, passando pela Savassi via avenida Nossa Senhora do Carmo.
Como explica o assessor de relações metropolitanas e metrô da BHTrans, Tomás Ahouagi, o estudo comparou as seguintes modalidades:
- metrô – em duas alternativas: uma seguindo direto pela avenida Nossa Senhora do Carmo e outra com uma entrada na Avenida Uruguai
- BRT, que está sendo instalado na avenida Antônio Carlos e na Cristiano Machado
- VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), uma espécie de bonde leve que roda em trilhos
- VLP (Veículo Leve sobre Pneus), uma versão do VLT que possui rodas
- monotrilho, que segue em um trilho suspenso acima das ruas e avenida
A avaliação levou em consideração critérios como custo de instalação e operação, desempenhos econômicos, impactos ambientais, impactos urbanos (como necessidade de desapropriação) e impactos visuais, dentre outros. A estimativa é que o trecho Savassi/Belvedere do metrô transporte 10 mil pessoas por hora em cada sentido nos próximos 20 anos.
“Nenhuma alternativa é perfeita. O metrô é uma opção cara, a manutenção não se paga apenas com a passagem, é necessário subsídios. O BRT, apesar de mais barato, ocupa muito espaço e requer desapropriação – e não vamos desapropriar na Savassi. Já o monotrilho não pode passar por qualquer lugar, por exemplo, em cima da Praça da Liberdade, e ele precisa ter estações a cada 700m”, explica Tomás.
Em uma linha reta imaginária, são cerca de 4 km separando a Praça da Savassi do Belvedere, na altura do BH Shopping. Seguindo de carro, pela avenida Nossa Senhora do Carmo, são aproximadamente 5 km. Nesse “pequeno” trecho – menos da metade dos 12 km que separam a Savassi da Pampulha, por exemplo -, passam cerca de 60 mil veículos por dia, segundo a BHTrans. Para se ter uma ideia, a circulação nesse trecho é similar à da avenida Amazonas ou da Pedro II e cerca de metade dos 120 mil veículos que circulam pelo Anel Rodoviário diariamente.
De acordo com Tomás, o estudo tem apenas caráter exploratório e não há ainda um projeto de extensão do metrô até o Belvedere. A ideia é que essa avaliação sirva como embasamento para decisões futuras. “O ‘vetor sul’ tem uma densidade habitacional alta e gera muitos empregos – muitas as pessoas vêm de outros bairros e da Região Metropolitana para trabalhar nessa área. Além disso, devido à alta renda de quem mora na região, há muitos carros. Como não é possível alargar a Nossa Senhora do Carmo ou colocar um minhocão em cima da Contorno, é previso investir em boas opções de transporte público para solucionar o trânsito na região”, comenta.
Atualmente, a expansão do metrô da cidade de Belo Horizonte está na fase de sondagem. São cerca de 150 furos de sondagem, de 30 a 50 metros de profundidade. Com as perfurações, a empresa quer obter amostras e informações sobre a resistência das camadas do solo, o nível da água subterrânea e os tipos de rocha existentes no local.
Os trabalhos, que começaram em setembro, estão previstos para serem concluídos até o final do ano. Só a partir desse trabalho é que será elaborado o projeto básico de engenharia para a ampliação do metrô.
A Linha 1, da estação Eldorado, em Contagem, até a estação Vilarinho, em Venda Nova, será ampliada em 1,7 km até o Novo Eldorado e deve receber novos trens e reformas nas estações e nos sistemas elétrico e de comunicação. A Linha 2 irá receber o trecho Barreiro/Calafate. Já a Linha 3, deverá ser inaugurada com o trecho Savassi à Lagoinha. O único trecho que deve ficar pronto antes da Copa de 2014 é a modernização da Linha 1. A previsão para o final das obras é em 2016.
Ao todo, as obras irão custar R$ 3,05 bilhões, sendo R$ 1,75 bilhão do Governo Federal e R$ 1,3 bilhão do Governo de estado de Minas Gerais, das Prefeituras de Belo Horizonte e Contagem e através de Parceria Público Privada.
Fonte: Na Savassi


